As tecnologias digitais ocupam hoje um lugar central na vida de indivíduos de todas as idades e posições sociais, afetando formas de comunicação, aprendizagem, socialização, participação cívica e acesso à informação. A rápida evolução dos ambientes digitais, das plataformas online e, mais recentemente, das aplicações de inteligência artificial generativa, tem vindo a criar não só novas oportunidades de desenvolvimento e participação, mas também novos desafios, relacionados com a igualdade de acesso e de oportunidades, a equidade, a literacia e o bem-estar nos espaços educativos. Por sua vez, se a utilização responsável destas tecnologias, orientada por princípios éticos e pedagógicos, promove a inclusão, ao personalizar a aprendizagem, facilitar o acesso à informação e ampliar a participação, a sua utilização desregulada pode acentuar exclusões, deixando os indivíduos num estado de carência de literacia digital, não só por ignorância ou por facilitismo, mas também por enviesamentos nos próprios sistemas e dados.
Neste contexto, importa compreender de que modo a escola, os professores e os processos educativos se reconfiguram perante uma sociedade que já não distingue claramente entre presença física e presença digital, entre visibilidade e invisibilidade dos sujeitos nos ambientes de aprendizagem. A condição pós-digital, em que o digital deixou de ser uma dimensão separada da vida escolar para se tornar parte constitutiva dela, obriga a repensar os próprios dispositivos de inclusão e exclusão que atravessam a educação contemporânea, bem como as literacias, os valores e as responsabilidades éticas que devem orientar a ação educativa neste novo quadro.
Esta ação de formação parte do trabalho desenvolvido no X Congresso Internacional da SOFELP, em parceria com o IFILNOVA e o Laboratório de Educação a Distância e eLearning (LE@D), subordinado ao tema A Educação entre Inclusões e Exclusões, e reúne parte dos seus contributos científicos, entre conferências plenárias, mesas redondas e comunicações de investigação. Pretende-se colocar a Filosofia da Educação em diálogo direto com outras áreas disciplinares e com a prática profissional docente, promovendo a criação conjunta de ferramentas conceptuais que permitam pensar criticamente as decisões pedagógicas e didáticas quotidianas, nomeadamente no que respeita à inovação educativa por via dos recursos digitais.
Com contributos de investigadores nacionais e internacionais de reconhecido mérito científico, a ação assume um compromisso de rigor e atualidade. Trata.se, in fine, de propor um espaço vivo de reflexão e participação que permita a transposição dos tópicos discutidos para o contexto profissional de cada inscrito, de forma a que se tornem em instrumentos de análise fundamentados, cientificamente sólidos e pedagogicamente relevantes.
Conteúdosi. Os dispositivos de inclusão-exclusão nas sociedades contemporâneas
ii. Tecnologias digitais, literacias e ética em educação
iii. Entre presença e invisibilidade: inclusões/ exclusões na sociedade pós-digital
iv. Entre automação e autonomia: a inteligência artificial como problema filosófico-educativo
v. Filosofia da educação: ética, justiça e formação
Cronograma 10 setembro
14h30-17h30
18h-19h
11 setembro
14h30-15h30
16h-17h
Local de realização: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa;
- Formador: Susana Batista
i. Luís Bernardo / doutoramento
ii. Susana Batista / doutoramento
Para os efeitos previstos no artigo 8.º do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para a avaliação do desempenho e para a progressão na carreira dos docentes.